29.01.10
23:42

Conhecemos Zulma na recém criada Secretaria da Cultura, pacientemente nos explicou sobre algumas ações do governo na respectiva área. Indicou para que fossemos até a Direção de Assuntos Comunitários, lá conhecemos Lea, que nos contou sobre a necessidade de desenvolver ações culturais na área da fronteira com o Brasil.
Na tarde fomos até a casa de Mito Sequera, ao entrar em sua casa conhecemos o cacique Bruno, um educado senhor Chamacoco. Junto com Mito Sequera desenvolveram um dicionário da língua de sua etnia. Mito nos contou sobre seu trabalho voltado a grupos onde a pobreza é uma constante e sua ligação com a antropologia e a música. Trata de estímular os Chamacoco, Mbiá guarani e campesinos no sentido de fortalecer suas próprias culturas, bem como conhecer os códigos da cultura opressora. Nos instigou ao desenvolvimento de projetos de integração entre grupos de pesquisa brasileiros e paraguaios – necessidade na região e dos povos. Nos cedeu dois vídeos seus ligados aos chamacoco. Nesse dia tivemos sorte na janta, saboreamos uma super ensalada, o papo durou horas até voltarmos caminhando na madrugada pelas calles de Asunción.
Trânsito à margem do lago – Blog integrante da Rede Kuai Tema de Pontos de Cultura
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