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	<title>Trânsito à margem do lago</title>
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	<description>Durante 30 dias do mês de janeiro de 2010 transitamos pelas margens brasileiras e paraguaias do Lago Artificial de Itaipu. Nossa prática, efêmera, deu-se no encontro. Tomamos a atitude nômade como princípio deflagrador das relações e desencadeador de situações criativas de contato.</description>
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		<title>Vivência em João Surá</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 01:35:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Durante os dias 03 e 04 de abril de 2010 convivemos com a comunidade quilombola João Surá &#8211; município de Adrianópolis/PR. A vivencia deu-se a partir do encontro junto à equipe do Pontão de Cultura Kuai Tema que realiza atividades a cinco anos junto a comunidade. Na imagem estão Gilberto, Vitor e João. 
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/04/joaosura530.jpg" alt="joaosura530" width="530" height="398" class="alignnone size-full wp-image-381" /></p>
<p>Durante os dias 03 e 04 de abril de 2010 convivemos com a comunidade quilombola João Surá &#8211; município de Adrianópolis/PR. A vivencia deu-se a partir do encontro junto à equipe do Pontão de Cultura Kuai Tema que realiza atividades a cinco anos junto a comunidade. Na imagem estão Gilberto, Vitor e João. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Relações de Fronteira</title>
		<link>http://margemdolago.nosdarede.org.br/2010/02/24/relacoes-de-fronteira/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 02:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[encontro]]></category>
		<category><![CDATA[relações de fronteira]]></category>

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		<description><![CDATA[
Após um mês à deriva pelas margens do lago artificial de Itaipu, o projeto Trânsito à Margem do Lago convida para o evento &#8220;Relações de Fronteira&#8221;.
Será um encontro com pessoas que, em suas experiências artísticas ou expressivas, ampliam diálogos acerca de questões culturais de fronteira.
Estarão presentes:
Claudia Washington,
Felipe Prando,
Lúcio de Araújo e
Rachel Bragatto (Curitiba);
Sara Blanco (Puerto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://margemdolago.transitos.org/relacoes_de_fronteira.html"><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/02/cartaz_relacoes530.jpg" alt="cartaz_relacoes530" width="530" height="750" class="alignnone size-full wp-image-360" /></a></p>
<p>Após um mês à deriva pelas margens do lago artificial de Itaipu, o projeto Trânsito à Margem do Lago convida para o evento &#8220;Relações de Fronteira&#8221;.</p>
<p>Será um encontro com pessoas que, em suas experiências artísticas ou expressivas, ampliam diálogos acerca de questões culturais de fronteira.</p>
<p>Estarão presentes:<br />
Claudia Washington,<br />
Felipe Prando,<br />
Lúcio de Araújo e<br />
Rachel Bragatto (Curitiba);<br />
Sara Blanco (Puerto Indio);<br />
Tati Wells (Rio de Janeiro).  </p>
<p>O evento é gratuito e aberto ao público.</p>
<p><strong>Local:</strong> Sala Scabi &#8211; Solar do Barão &#8211; 2º andar, Bloco Central &#8211; Rua Carlos Cavalcanti, 533 &#8211; Curitiba &#8211; Paraná &#8211; Brasil<br />
<strong>Data:</strong> 11/03/2010 às 19h30</p>
<p><strong>Arquivos para divulgação:</strong><br />
<a href="http://transitos.org/media/cartaz_relacoesdefronteira_a2_96dpi.pdf"><br />
Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo pdf em 96 dpi</em><br />
<a href="http://transitos.org/media/cartaz_relacoesdefronteira_a2_300dpi.pdf">Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo pdf em 300 dpi </em><br />
<a href="http://transitos.org/media/galeria/original/cartaz_relacoes980.jpg">Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo jpg em resolução 980 x 1386</em><br />
<a href="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/02/cartaz_relacoes530.jpg">Relações de Fronteira &#8211; Cartaz</a> &#8211; <em>arquivo jpg em resolução 530 x 750</em></p>
<p><a href="http://margemdolago.transitos.org">http://margemdolago.transitos.org</a></p>
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		<title>Villarrica &#8211; Ciudad del Este &#8211; Foz do Iguaçu</title>
		<link>http://margemdolago.nosdarede.org.br/2010/01/31/villarrica-ciudad-del-este-foz-do-iguacu/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 01:17:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ciudad del este]]></category>
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		<category><![CDATA[paraguay]]></category>
		<category><![CDATA[villarrica]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ainda na parte da manhã fomos até o terminal rodoviário com a intenção de mudarmos nossas passagens das 16h00 para às 13h45, pois queríamos atravessar a fronteira ainda na parte do dia. Os últimos momentos em Villarrica se deram por mais uma caminhada pela cidade, onde descansamos numa praça de grandes árvores e muitos pássaros.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/tribalparede.jpg" alt="tribalparede" width="530" height="388" class="alignnone size-full wp-image-355" /><br />
Ainda na parte da manhã fomos até o terminal rodoviário com a intenção de mudarmos nossas passagens das 16h00 para às 13h45, pois queríamos atravessar a fronteira ainda na parte do dia. Os últimos momentos em Villarrica se deram por mais uma caminhada pela cidade, onde descansamos numa praça de grandes árvores e muitos pássaros.<br />
O percurso de Villarrica até Ciudad del Este foi um tanto sofrido, num daqueles dias de sol onde é possível fritar ovos no asfalto viajamos em um ônibus apertado, lotado e que a cada minuto parava para subir mais gente. Pelo menos conseguimos chegar em Ciudad del Este. Atravessamos a fronteira papeando com um taxista que nos contou sobre as diferentes etnias do Paraguai e a situação de muitos indígenas que vivem na cidade. Disse que um dos grandes problemas é a falta de conhecimento sobre a cultura indígena, o que gera conflito. Nenhum morador da cidade considera o fato de que a menos de 3 gerações os índios que hoje são pedintes nos terminais rodoviários eram coletores nas vastas matas paraguaias e que a força da tradição e dos costumes não podem ser mudados em tão pouco tempo.<br />
De volta em Foz do Iguaçu demos por finalizado os 30 dias de trânsito à margem do lago.</p>
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		<title>Asunción &#8211; Villarrica</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 01:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[asunción]]></category>
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		<description><![CDATA[
Partimos de Asunción em direção a antiga Villarrica, lá tivemos a oportunidade de conhecer um Paraguai interiorano, simples de tudo e com ruas cheias de pessoas.  Villarrica foi uma das primeiras vilas da América espanhola. Dizem que ela mudou de lugar sete vezes devido a perseguições, principalmente por parte dos bandeirantes.
Neste período a cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/villarrica.jpg" alt="villarrica" width="530" height="383" class="alignnone size-full wp-image-340" /><br />
Partimos de Asunción em direção a antiga Villarrica, lá tivemos a oportunidade de conhecer um Paraguai interiorano, simples de tudo e com ruas cheias de pessoas.  Villarrica foi uma das primeiras vilas da América espanhola. Dizem que ela mudou de lugar sete vezes devido a perseguições, principalmente por parte dos bandeirantes.<br />
Neste período a cidade se prepara para as festas pagãs conhecidas no Brasil como Carnaval, na praça encontramos um grupo pintando tambores para apresentação que acontecerá na próxima semana, quando las comparsas tomam as ruas.<br />
Passamos pelo mercado popular, lá observamos a movimentação dos feirantes já no término de mais um dia muito quente. </p>
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		<title>Asunción &#8211; outro dia</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 01:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[asunción]]></category>
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		<description><![CDATA[
Conhecemos Zulma na recém criada Secretaria da Cultura, pacientemente nos explicou sobre algumas ações do governo na respectiva área. Indicou para que fossemos até a Direção de Assuntos Comunitários, lá conhecemos Lea, que nos contou sobre a necessidade de desenvolver ações culturais na área da fronteira com o Brasil.
Na tarde fomos até a casa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/todossomos.jpg" alt="todossomos" width="530" height="398" class="alignnone size-full wp-image-338" /><br />
Conhecemos Zulma na recém criada Secretaria da Cultura, pacientemente nos explicou sobre algumas ações do governo na respectiva área. Indicou para que fossemos até a Direção de Assuntos Comunitários, lá conhecemos Lea, que nos contou sobre a necessidade de desenvolver ações culturais na área da fronteira com o Brasil.<br />
Na tarde fomos até a casa de Mito Sequera, ao entrar em sua casa conhecemos o cacique Bruno, um educado senhor Chamacoco. Junto com Mito Sequera desenvolveram um dicionário da língua de sua etnia. Mito nos contou sobre seu trabalho voltado a grupos onde a pobreza é uma constante e sua ligação com a antropologia e a música. Trata de estímular os Chamacoco, Mbiá guarani e campesinos no sentido de fortalecer suas próprias culturas, bem como conhecer os códigos da cultura opressora. Nos instigou ao desenvolvimento de projetos de integração entre grupos de pesquisa brasileiros e paraguaios &#8211; necessidade na região e dos povos. Nos cedeu dois vídeos seus ligados aos chamacoco. Nesse dia tivemos sorte na janta, saboreamos uma super ensalada, o papo durou horas até voltarmos caminhando na madrugada pelas calles de Asunción. </p>
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		<title>Asunción</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:26:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[asunción]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imaginamos buscar algumas referências históricas, artísticas e culturais em Asunción. Primeiramente fomos até as livrarias da Plaza Uruguaya, lá encontramos mapas, dicionários, métodos da língua e textos sobre cultura guarani. Pelas ruas vê-se as jujeras, mulheres que comercializam ervas para o preparo do tererê. A pedidos de Glerm, em um antiquário conseguimos uma pequena nota [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/02/vermelho.jpg" alt="vermelho" width="530" height="369" class="alignnone size-full wp-image-314" /><br />
Imaginamos buscar algumas referências históricas, artísticas e culturais em Asunción. Primeiramente fomos até as livrarias da Plaza Uruguaya, lá encontramos mapas, dicionários, métodos da língua e textos sobre cultura guarani. Pelas ruas vê-se as jujeras, mulheres que comercializam ervas para o preparo do tererê. A pedidos de Glerm, em um antiquário conseguimos uma pequena nota de um guarani, a com o soldado paraguaio. No Museu de Belas Artes encontramos imagens de um Paraguai amortecido pela crueldade da guerra. No mesmo edifício funciona o acervo histórico de Asunción, onde é possível encontrar documentos originais desde 1534, uma senhora nos explicou os procedimentos para acessar tais documentos, todos disponíveis aos pesquisadores. No El Cabildo, Centro Cultural da República do Paraguai, mais uma sessão de cultura, etnias, músicos, dançarinas, políticos, o acervo de Moisés Bertoni com mapas da região do Rio Paraná, desenhos da fauna e flora, fotos, impressos e mais uma porção de coisas. Bertoni vivenciou a região, sua documentação dá conta de 42 anos de cultura guarani e geografia paraguaia.<br />
Procuramos mal e não demos sorte de encontrar um bom restaurante. Na hospedaria de Angélica gastamos o resto de nosso dia. </p>
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		<title>Hernandarias &#8211; Asunción</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 23:34:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[asunción]]></category>
		<category><![CDATA[hernandarias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pela manhã em Hernandarias a luz ainda não havia voltado. Partimos para Asunción, uma das primeiras cidades da américa latina, centro de poder político e onde se concentram os museus e bibliotecas do país. De Hernandarias até Asunción são 340 kilômetros, percorridos em sete horas de viagem &#8211; muitas paradas, algumas chipas para matar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/asuncion.jpg" alt="asuncion" width="530" height="298" class="alignnone size-full wp-image-310" /><br />
Pela manhã em Hernandarias a luz ainda não havia voltado. Partimos para Asunción, uma das primeiras cidades da américa latina, centro de poder político e onde se concentram os museus e bibliotecas do país. De Hernandarias até Asunción são 340 kilômetros, percorridos em sete horas de viagem &#8211; muitas paradas, algumas chipas para matar a fome, revemos toda a série do Idiana Jones e para finalizar uma criatura que cagou no ônibus.<br />
Em Asunción encontramos uma hospedagem barata, limpa e simpática. Uma casa com 100 anos em pleno uso, a madeira do teto intacta. Angelica é sua proprietária.<br />
A presença de imigrantes brasileiros, chineses e coreanos é grande &#8211; em janeiro os brasileiros vem fazer mestrado e doutorado, são mais de 3000 estudantes. Nas ruas o guarani predomina e as jujeras &#8211; pessoas que vendem ervas preparadas para tererê &#8211; estão por todo lugar.</p>
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		<title>Hernandarias</title>
		<link>http://margemdolago.nosdarede.org.br/2010/01/26/hernandarias/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 01:32:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[hernandarias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hernandarias é a cidade paraguaia onde está Itaipu. Diferente do Brasil a visita as instalações da usina é gratuita, o que nos incentivou a fazer o passeio. Tudo inicia com um vídeo institucional, na versão paraguaia, com o título Itaipú Monumental. Vários superlativos e records enfatizando a grandiosidade do projeto, o avanço tecnológico, a melhoria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/omnibus.jpg" alt="omnibus" width="530" height="398" class="alignnone size-full wp-image-307" /><br />
Hernandarias é a cidade paraguaia onde está Itaipu. Diferente do Brasil a visita as instalações da usina é gratuita, o que nos incentivou a fazer o passeio. Tudo inicia com um vídeo institucional, na versão paraguaia, com o título Itaipú Monumental. Vários superlativos e records enfatizando a grandiosidade do projeto, o avanço tecnológico, a melhoria no nível de vida, o cuidado com a biodiversidade, o prodígio da engenharia, a geração de energia. Logo após  seguimos de ônibus. Paramos na margem direita, de lá se avista Ciudad del Este e Foz do Iguaçu lado a lado, entre elas o que restou do rio Paraná. Observamos também algumas comportas do vertedouro abertas, o nível do lago está alto, houve chuva em São Paulo. Aliás, alguns até dizem que o aumento das chuvas em São Paulo é causado pela evaporação do lago de Itaipu. A água percorre uma longa rampa que serve para que o leito do rio não seja destruído por sua força. Algum tempo para fotografar e partimos novamente, agora pelo túnel que liga as duas margens e logo estávamos do lado brasileiro. O retorno foi por cima da barragem, quando então pudemos observar o gigantismo do lago.<br />
Logo na saída de Itaipu vimos algumas barracas de lona na beira da estrada. Fomos ver do que se trata, soubemos que por questões políticas cerca de 200 pessoas foram dispensadas da função que exerciam em Itaipu, principalmente trabalhadores de serviços de limpeza e de segurança, uma delas era Edgar, com 28 anos de trabalho prestado. O acampamento já completara um ano e até o momento nada foi negociado.<br />
Maria, uma das pessoas que estavam por lá, comentou que já viveu no Brasil e em mais alguns países da América do Sul, no exterior quando ouve falar do Paraguai sente-se envergonhada, quando volta sente revolta por perceber que a realidade de seu país não muda.<br />
A noite Miriam nos contou sua história de viver a promessa de progresso. Primeiro na Colônia Presidente Stroessner, onde foi morar com apenas 9 anos, quando seu pai entrou no ramo de hotelaria. Em Hernandarias, no período anterior ao início de Itaipu, se incentivou a construção de hospedarias e hotéis, uma vez que os trabalhadores da usina se concentrariam ali. Não foi bem assim. Pouco depois da finalização da primeira etapa do hotel o Presidente Stroessner ordenou que a base para os trabalhadores fosse transferida para a cidade que levava o seu nome. Mesmo assim ainda havia a promessa da maior usina do mundo.  Durante horas conversamos na penumbra, parte da iluminação não funcionava por conta da queda de energia, fato frequente na região. Em Hernandarias poucas pessoas tem acesso a água potável e não há uma serviço de esgoto descente. Um lugar que não deveria ter tantos motivos para ser assim.</p>
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		<title>Nueva Esperanza &#8211; Hernandarias &#8211; Ciudad del Este &#8211; Foz do Iguaçu</title>
		<link>http://margemdolago.nosdarede.org.br/2010/01/25/nueva-esperanca-hernandarias-ciudad-del-este-foz-do-iguacu/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 01:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>margemdolago</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ciudad del este]]></category>
		<category><![CDATA[foz do iguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[hernandarias]]></category>
		<category><![CDATA[nueva esperanza]]></category>

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		<description><![CDATA[
De Nueva Esperanza partimos para Hernandarias,  depois de algumas horas de viagem num taxi coletivo, sempre com 3 pessoas na frente e 4 atrás, sendo que um dos passageiros valia por 2, um sufoco.
No Lion Hotel Itaipu conhecemos Miriam, a proprietária, moradora desde a década de 1970 e bem comunicativa, ela nos deu várias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/ciudad.jpg" alt="ciudad" width="530" height="370" class="alignnone size-full wp-image-303" /><br />
De Nueva Esperanza partimos para Hernandarias,  depois de algumas horas de viagem num taxi coletivo, sempre com 3 pessoas na frente e 4 atrás, sendo que um dos passageiros valia por 2, um sufoco.<br />
No Lion Hotel Itaipu conhecemos Miriam, a proprietária, moradora desde a década de 1970 e bem comunicativa, ela nos deu várias informações sobre a cidade.<br />
Estávamos sem dinheiro e sem cópias do Caderno de Viagem, também tinhamos que solicitar o &#8220;permisso&#8221; às autoridades, por isso fomos até Foz do Iguaçu e a migração em Ciudad del Este, cerca de 16 kilometros de Hernandarias. No percurso até Foz do Iguaçu pudemos ver pela primeira vez parte da barragem de Itaipu e Acaray, muito próximas uma da outra. Devido ao engarrafamento na ponte da amizade os dezesseis kilometros foram realizados em duas horas.<br />
Na volta perdemos o último ônibus para Ciudad del Este, assim a passos largos atravessamos a Ponte da Amizade pouco antes do anoitecer. Com dinheiro, cópias do cardeno e o &#8220;permisso&#8221; em mãos retornamos à Hernandarias com o Francisco, taxista de Ciudad del Este. Nos chamou atenção ao acampamento em frente a Itaipu Binacional Paraguaia.<br />
Na calle principal terminamos o dia.<br />
<img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/chipa.jpg" alt="chipa" width="530" height="684" class="alignnone size-full wp-image-304" />  </p>
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		<title>Puerto Marangatu &#8211; Primer de Marzo &#8211; Nueva Esperanza</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 01:25:21 +0000</pubDate>
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Logo pela manhã fomos conversar com Arsênia, professora de muita gente por lá. Nos falou das mudanças na região, do fim das festas, da violência, da falta de oportunidades, da desarticulação coletiva, de terra e propriedade, do assoreamento dos rios. Nos mostrou fotos de suas filhas que moram longe, dos netos, dos bailes em seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://margemdolago.nosdarede.org.br/files/2010/01/cancioneiros.jpg" alt="cancioneiros" width="530" height="360" class="alignnone size-full wp-image-299" /><br />
Logo pela manhã fomos conversar com Arsênia, professora de muita gente por lá. Nos falou das mudanças na região, do fim das festas, da violência, da falta de oportunidades, da desarticulação coletiva, de terra e propriedade, do assoreamento dos rios. Nos mostrou fotos de suas filhas que moram longe, dos netos, dos bailes em seu salão e de amigos que foram mortos.<br />
Neia e Chico foram nos buscar para cantoria que é transmitida ao vivo todos os domingos na rádio. De moto na estrada vermelha margeada por soja passamos pela Rádio Marangatu que estava fechada, o dono havia sido assassinado a uns seis meses, teve problemas com um funcinário. Nosso destino era um galpão de festas onde acontecia um programa ao vivo da Rádio Líder.<br />
Ao chegarmos ouvimos a voz de Tatu anunciando mais uma música. O programa foi uma ação colaborativa entre ele e os violeiros locais. Fomos convidados a falar sobre nosso trabalho entre uma música e outra. Depois de terminado o programa e de um almoço gaúcho, continuou a cantoria, agora com composições próprias de Orlando e da dupla Nelson e Diamante. O papo que circulava era de que Orlando mudou seu comportamento nos últimos tempos, parece estar apaixonado, mas a conclusão que se chegou foi de que naquelas paragens todo homem tem o coração pequeno.<br />
Entre outras conversas ficou claro que Marangatu é um lugar muito violento, nos últimos meses 7 pessoas próximas de nossos conhecidos foram mortas, em outras conversas chegaram a contar 70.<br />
De lá partimos com Orlando para o Mania Open Show, a casa de bailes, restaurante e hospedaria de Dete. Em pouco tempo chegaram os outros violeiros e continuaram a festa. Saímos de lá no meio da tarde, queríamos chegar em Nueva Esperanza ainda naquele dia, por ser domingo seria difícil encontrar carona. Marangatu vive em certo isolamento, atualmente não há mais ônibus na região.<br />
Na lanchonete do Baiano esperamos por duas horas, quase sem esperanças eis que aparece Luiz para abastecer seu carro na casa em frente onde estávamos. Mais que depressa fomos até ele, que atendeu prontamente nosso pedido pelo preço da gasolina. Por uma estrada de terra esburacada passamos por fazendas de 50 mil hectares de um único dono, por reservas indígenas arrendadas para o plantio de soja e ouvimos a aventura de Luiz no Brasil, quando foi a Porto Alegre assistir o Grêmio Portoalegrense ser rebaixado para a segunda divisão. Duas horas depois estávamos em Nueva Esperanza completamente empoeirados e cansados. Por 30000 guaranis dormimos na primeira hospedagem que encontramos, com direito a trocar o foco do banheiro num exímio exercício acrobático.</p>
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